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            As fotos a seguir foram feitas durante uma viagem de meu tio Chateaubriand Suassuna   com um amigo - Odésio Medeiros -  por vários Estados brasileiros em Agosto de 1973. Ambos viajaram em um Dodge 1800 branco,  0  Km,  recém comprado por esse amigo do meu tio (que tinha por volta de 25 anos de idade). Nessa época, o Dodginho tinha apenas 4 meses de lançado.
            No total, foram 30 dias de viagem ( 22.000 Km rodados), partindo da capital da Paraíba, pas-  sando por diversos estados brasileiros, tais como: Espírito  Santo,  Belo Horizonte, Goiás, dentre outros. 
            Em um certo ponto da viagem (faltando uns 50 Km para Belo Horizonte),  a  estrada   estava  cheia de desvios. Num desses desvios, às 18:30 horas, o carro deles começou a  ser  perseguido por um Fusca envenenado (já que na época, o Dodginho era um dos carros mais dispostos    de
sua categoria). Ao perceber que estavam sendo perseguidos, meu tio (que estava ao volante) pisou
fundo no acelerador, tentando se distanciar do Fusca que, mais à frente, deu sinal de luz   para   um
Aero Willys,que estava pronto para "fechar" o caminho do Dodginho.Mas como meu tio estava mui-
to ligeiro, e vendo que não daria tempo de frear, o Aero Willys não conseguiu interceptar o Dodge. 
A perseguição continuou por uns 30 Km (avalia meu tio). A essa altura, o Aero Willys já tinha ficado para trás, e só o Fusca continuava, "pega não pega". Mais adiante, eles avistaram um ônibus. Tio Chateaubriand, do jeito que vinha, passou na frente do ônibus e diminuiu a velocidade, ficando na frente do mesmo.  O  Fusca  ficou durante um tempo atrás do ônibus, mas acabou desistindo, ul-         trapassando ambos e indo embora.
            Odésio passou pouco tempo com o Dodge 1800, apesar do carro não apresentar qualquer fa-
lha; sem falar na temperatura do motor sempre estável sem alterar de maneira nenhuma. Odésio, se-
gundo meu tio, gostava de trocar carros com frequência. No lugar do Dodginho (com menos de um
ano de comprado), ele comprou um Maverick GT azul. Se esse Dodge não tiver "tido a sorte" de cair nas mãos de um colecionador (o que é pouquíssimo provável),  já  não  deve  nem  existir  mais, como a maioria dos Polaras, que estão acabando a cada dia que passa . . .
            Como falei na seção:  "Quem é o Autor?",  não sei bem ao certo como  comecei  a  gostar  do
Dodginho. Porém, minha mãe  afirma veementemente que foi por causa dessa história, que ouvi na minha infância, pois me entusiasmei com essa "aventura". Na época da viagem - Agosto de 1973 -  eu ainda não tinha nem nascido (sou de 27 de Dezembro  de 1975).
 

 

             
 
 
            Este carro foi, provavelmente,o responsável por minha obsessão por Dodginhos.
 
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* NOTA:   Nas fotos, meu tio Chateaubriand é o que aparece sempre sozinho com o carro. O outro, é Odésio Medeiros, dono do Dodge 1800.

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