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No dia 09 de Agosto de 2000, o programa "Realidade" (Rede Bandeirantes
de Televisão) mostrou cenas de um acidente ocorrido nas chamadas
"Corridas de Demolição". Esses eventos são muito comuns
há muito tempo nos Estados Unidos. No Brasil, realiza-se há
apenas 10 anos.
Na cidade de Sumaré, interior de São Paulo, acontecia o "Demolicar":
uma competição realizada numa arena, onde diversos
carros competem entre si, batendo uns nos outros, com o objetivo de inutilizá-los.
Ganha o último carro que permanecer funcionando na arena.
Nesses eventos, em geral os competidores utilizam carros antigos, como:
Dodge Dart, Landau, Chevette, etc. Uma curiosidade: nas imagens aparece
um Fiat Pálio dentre os demais carros - fato pouco comum, já
que a tal corrida caracteriza-se por ter na maioria carros antigos.


Segundo o Presidente da Organização do Demolicar, os carros
são especialmente preparados para a competição. Todos
os acessórios são retirados do carro. São colocados
reforços no interior do veículo - como barras de ferro.
Abaixo veja algumas imagens de um Dodge Polara que participava
desse evento que ajuda a destruir automóveis - infelizmente, em
sua maioria, antigos.


Nem sempre esses eventos oferecem segurança suficiente para participantes
e espectadores. Note nas imagens abaixo a falta de segurança e o
perigo ao qual duas pessoas ficam expostas: o rapaz de camisa amarela e
branca vê um carro se aproximando em marcha ré a toda velocidade,
e corre cruzando o caminho do mesmo. Por pouco o carro não o atinge.
A outra pessoa (que está de azul) fica estática e é
protegida simplesmente por um tronco de árvore que serviu de escudo,
e mesmo assim quase não consegue parar o carro.

O primeiro Demolicar foi realizado em 1989.
Em 26 de Abril de 1998, na 9ª edição do Demolicar acontece
um acidente fatal. Na primeira batida, o carro (Landau amarelo) do piloto
estreante Alessandri Juliano Cordenonsi explode, e pega fogo. Com o corpo
coberto em chamas, o piloto pula pela janela, e ainda fica alguns segundos
preso pelo cinto de segurança.


Várias pessoas invadem a arena para socorrê-lo; entre eles,
o pai do piloto (Roberto Cordenonsi). Sua mãe (Juleika Cordenonsi)
estava na arquibancada.
Para tentar apagar o fogo do corpo do rapaz, as pessoas usaram camisetas,
barro, e as próprias mãos. Não foram usados extintores
nem mantas especiais, apesar do Presidente do Demolicar afirmar que existiam
extintores próximos à pista. Ninguém lembrou de ir
buscá-los no momento da explosão; talvez (e provavelmente)
por falta de preparo e profissionalismo por parte da Organização
do evento. Para completar, a única ambulância no local demora
a chegar por causa de um trator, que bloqueava a entrada da arena.

Alessandri, de 27 anos, morreu cinco dias depois, com 70% do corpo queimado.
Ele já havia participado outras vezes no evento como assistente,
e passou 4 meses se preparando para participar da prova com seu carro.

O pai, a mãe e o organizador da prova visitam o local onde estão
os restos do carro. Roberto não culpa a Organização
do Demolicar pelo acidente. Ao contrário: o Sr. Roberto diz que
apesar da fatalidade ocorrida, apóia a continuidade do evento (
! ).
Após o ocorrido na 9ª edição do Demolicar, os
pais de Alessandri foram pessoalmente prestigiar a 10ª edição
e receberam uma homenagem por parte dos organizadores da prova.

Mais um fator que provavelmente contribuiu para o acidente fatal: a vulnerabilidade
do tanque era elevada, principalmente pelo fato do mesmo ser de plástico;
e de sua localização dentro do automóvel: ficava por
trás do banco do piloto e usava uma mangueira improvisada, sujeita
a vazamentos próximos à parte elétrica do carro, o
que provavelmente causou a explosão.
O acidente não desanimou os organizadores do Demolicar, que continuam
promovendo esse tipo de "espetáculo", onde pessoas correm
risco de vida, e se divertem destruindo carros.
Na 10ª edição, o Demolicar mudou de endereço:
foi para Nova Odessa, também no interior de São Paulo.

Há muitos anos a Corrida de Demolição acontece nos
Estados Unidos. Este filme acima, produzido por volta de 1970, mostra uma
dessas corridas. Os carros utilizados eram em sua maioria das décadas
de 50 e 60.
O filme em questão é originalmente colorido. Porém,
durante o processo de digitalização das imagens, não
foi possível obter a qualidade desejada, e as fotos ficaram avermelhadas.

Logo na imagem de abertura, aparece alguém quebrando o vidro traseiro
de um carro, arrancando a antena de rádio, travando as portas,
e pintando números e dizeres na lataria.
Os pilotos sempre procuram dirigir os carros usando a marcha ré,
para não danificarem seus motores nas colisões com outros
veículos. No filme, um desses carros fica rodando o tempo todo.




